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☼ ROQUETTE-PINTO PREMIA O RN

O Rio Grande do Norte teve um trabalho premiado através do Prêmio Roquette-Pinto. Primeiro concurso de produção radiofônica no país, o Prêmio Roquette Pinto é um projeto da ARPUB – Associação das Rádios Públicas do Brasil, com o apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras, e visa estimular o aporte de novos conteúdos para as emissoras públicas, de quatro gêneros que estavam bastante desaparecidos do rádio brasileiro: radiodocumentário, radiodramaturgia, programa infanto-juvenil e rádio-arte.

O Prêmio

Quarenta proponentes foram selecionados e receberão cada um o prêmio no valor de R$ 20 mil (vinte mil reais). Os programas produzidos serão veiculados pelas emissoras públicas associadas à ARPUB e ficarão à disposição para veiculação em rádios não-comerciais. A previsão é de que os programas comecem a ser veiculados nas rádios públicas a partir de setembro de 2010.

Os ouvintes de rádio, que ainda são muitos, terão a oportunidade de ouvir programas premiados sobre diversidade cultural pernambucana (radiodocumentário), resgate da história e da identidade das mulheres negras (radiodocumentário), adaptações de contos de Machado de Assis (radiodramaturgia), mitos africanos (programa infanto-juvenil), experiências sonoras sobre a diversidade do cerrado (rádio-arte), entre muitos outros temas.

SOBRE O PROJETO

Radiodocumentário

VOZES DA VILA: a Rádio FM Universitária/FUNPEC (Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura) produziu o programa sobre Ponta Negra, cartão postal de Natal RN que abriga uma tradicional vila de pescadores de origem agrícola e familiar. Antigos costumes e manifestações culturais resistem na sabedoria dos mais velhos, enquanto as novas gerações perdem o interesse com as constantes lapidações de sua identidade. O projeto mergulha nesse universo sociocultural para registrar os pormenores da comunidade.

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☼ DETALHES DA PRODUÇÃO

A narrativa do radiodocumentário VOZES DA VILA será um elemento importante para a compreensão do conteúdo, por isso será adotada locução despojada e animada, interpretada por ator experiente. Os textos serão rimados em formato de cordel e as entrevistas intercaladas por intervenções explicativas e objetivas (também em versos), fatores que irão manter o interesse do ouvinte e reforçar a contextualização do assunto abordado. O clima regional será reforçado por trilha sonora original, produzida por músicos potiguares.

Cortejo Cultural da Vila: Congos de Calçola
Foto: Joanisa Prates

As pesquisas sobre a origem e a cultura da Vila de Ponta Negra serão realizadas numa perspectiva interdisciplinar, através do olhar de diferentes áreas, na interface entre Comunicação Social, Ciências Sociais, Turismo, Arquitetura, Meio Ambiente e Artes, resultando na produção de um conhecimento que possa gerar um documentário contemplativo sobre passado, presente e futuro dessa região.

Apesar de diversificado, há características comuns no público alvo do radiodocumentário, como: interesse histórico, educativo e cultural; preservação da identidade cultural; preservação e divulgação de patrimônio imaterial; meio ambiente; conflitos sociais e urbanos; ocupação do solo; saneamento básico e turismo.

DIREÇÃO e PRODUÇÃO EXECUTIVA - Joanisa Prates
PRODUÇÃO, PESQUISA e ROTEIRO - Ana Ferreira e Yuno Silva
CORDEL e POESIA - Emmanoel Iohanan
LOCUÇÃO - Rodrigo Bico
TRILHA SONORA - Carlos Zens
EDITOR DE ÁUDIO - Eduardo Pandolphi
CAPTAÇÃO DE ÁUDIO e SONOPLASTIA - Rafael Telles
TRANSCRIÇÃO - Janaina Spineli
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL - Mudernage

EPISÓDIOS

1. ERA UMA VOZ NA VILA... – introdução e apresentação, histórico, dados e estatísticas, contextualização e atualidades;

2. HOMENS AO MAR – pescadores, surfistas, início da relação comunidade x mar, atividade comercial e fatos históricos;

3. SABORES DA VILA – os quitutes que resistiram ao tempo, os primórdios da comunidade em torno das casas de farinha, especialidades culinárias, o contexto atual com a altíssima gastronomia mundial;

4. CULTURA POPULAR (PARTE 1) – origem, presente e futuro das manifestações culturais, a resistência dos grupos e a nova geração;

5. CULTURA POPULAR (PARTE 2) – detalhes sobre cada um dos grupos: Bambelô, Congos de Calçola, Boi de Reis, Coco de Roda, Pastoril e Lapinha;

6. LENDAS E HISTÓRIAS – o lobisomem, as lendas da comunidade contadas pelos mestres da cultura popular, histórias de pescador e personagens da Vila;

7. TURISMO E ECONOMIA – o potencial turístico, a beleza natural exuberante, a especulação imobiliária, degradação ambiental, poluição do mar, falta de saneamento, crescimento urbano desordenado e abismo social;

8. ARTES DA VILA – as rendeiras, atividades artísticas e culturais desenvolvidas no bairro: circo, teatro, dança, música, ponto de cultura, cineclube;

9. CRENÇAS E RELIGIÕES – a hospedagem do Papa João Paulo II, igrejas católicas, evangélicas, terreiros de candomblé, centros espíritas e reuniões budistas;

10. MEIO AMBIENTE E URBANISMO – a ocupação irregular do solo, a verticalização radical do bairro, os zoneamentos de áreas de interesses específicos, a complexidade urbana, a falta de espaços públicos de lazer e o ecossistema social;

11. MOVIMENTOS SOCIAS – projetos de amparo social, presença de instituições públicas e/ou privadas no bairro, atuação de ONGs, movimentos populares, voluntários, necessidades, novas iniciativas e projetos de segurança pública;

12. COMUNICAÇÃO POPULAR E EDUCAÇÃO – televisão pública na praça, fofoca comunitária, as primeiras escolas, os primeiros professores, o Patronato (internato católico), interação da Vila com Natal antes das construções de estradas.

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☼ VOZES DA VILA

Antes de ser internacionalmente conhecida como principal cartão postal da cidade; antes de ser vista como destino turístico e/ou reduto boêmio; e bem antes de ir parar nas páginas policiais, a Vila de Ponta Negra é um grande celeiro de Cultura e tradições que resiste ao tempo, a tudo e a todos! O bairro é guardião de uma história com mais de 300 anos, ainda pouco conhecida pelos natalenses, que catalisa boa parte do que restou da empoeirada memória da capital potiguar.

Cortejo Cultural da Vila: Congos de Calçola
Foto: Joanisa Prates

Para descortinar esse rico universo que pulsa lembranças de pescadores, mestres e rendeiras, entra em cena o radiodocumentário VOZES DA VILA – projeto apresentado pela Universitária FM/Funpec ao I Concurso de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos / Prêmio Roquette-Pinto. Realizado pela Arpub (Associação das Rádios Públicas do Brasil), com patrocínio da Petrobras e do Ministério da Cultura, o Prêmio selecionou 40 propostas de todo o Brasil, sendo 13 radiodocumentários, e o VOZES DA VILA é o único projeto contemplado no RN.

Serão seis horas de programa, dividido em 12 episódios de 30 minutos cada, que abordará aspectos e temas distintos como Cultura Popular, Pesca e Surf (Homens ao Mar), gastronomia (Sabores da Vila), turismo, educação, meio ambiente, urbanismo, lendas, crenças e religiões.

A produção do radiodocumentário está em andamento e o prazo para conclusão foi definido para o final do mês de setembro, quando será enviado à Arpub – que irá distribuir nacionalmente entre suas rádios associadas. Ou seja, além do VOZES DA VILA ser veiculado pela Universitária FM, o programa também será transmitido para todo o País.

O EDITAL
O I Concurso de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos / Prêmio Roquette-Pinto selecionou 40 projetos de todo o Brasil, com temas que valorizam a Cultura brasileira, divididos em quatro categorias: radiodocumentário (13), radiodramaturgia (10), programa infanto-juvenil (10) e radioarte (7). Cada proposta recebeu R$ 20 mil para viabilizar sua produção.

Informações, entrevistas e contatos
Joanisa Prates – 84 8838-5881
Ana Ferreira – 84 8824-9155
Yuno Silva – 84 8827-2006

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☼ VÍDEOS - VOZES TV


Um dia em Ponta Negra mostra como é o cotidiano dos trabalhadores informais da praia. Com uma trilha sonora totalmente potiguar, o "curta-documentário" transcorre de maneira espontânea, buscando deixar evidente os personagens que atuam diariamente nas areias da beira mar.



As renderiras da Vila de Ponta Negra se reúnem todas as tardes na casa da Mestra Maria de Lourdes. Essa arte secular corre o risco de desaparecer em Natal pois a maioria das meninas, moças e mulheres não se interessam em aprender essa atividade que um dia foi muito rentável. Por que será que um bairro como Ponta Negra, que recebe milhares de turistas de todo o mundo, não consegue fazer da tradição uma fonte de renda para os moradores?



Congos de Calçola - Reduto Cultural, a Vila de Ponta Negra é guardiã de memórias e tradições transmitidas de geração em geração.

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☼ EQUIPE VOZES DA VILA


RADIODOCUMENTÁRIO ☼ VOZES DA VILA

Joanisa Prates
Direção | Produção Executiva

Ana Ferreira e Yuno Silva
Produção | Pesquisa | Roteiro

Emmanoel Iohanan
Cordel | Poesia

Rodrigo Bico
Locução

Carlos Zens [+]
Trilha Sonora

Eduardo Pandolphi
Edição de Áudio

Rafael Telles
Captação de Áudio | Sonoplastia

Janaina Spineli
Transcrição

Mudernage [+]
Produção Audiovisual

» Informações, entrevistas e contatos
» vozesdavila@gmail.com

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